O governador Ronaldo Caiado anunciou nesta quinta-feira (26) um reajuste de 5,4% para todos os professores da rede estadual de ensino. O aumento será concedido de forma linear a todos os profissionais do magistério e garante que o piso pago em Goiás permaneça acima do piso nacional da categoria.
Segundo o chefe do Executivo, o reajuste acompanha a atualização do Piso Nacional do Magistério e reafirma o compromisso do governo com a valorização dos educadores. “Durante todo o meu governo, sempre garanti o pagamento do Piso Nacional do Magistério. Este ano não seria diferente”, afirmou.
De acordo com o anúncio, os professores efetivos receberão o pagamento retroativo ao mês de janeiro de 2026. Já os professores contratados terão o reajuste aplicado após a aprovação da data-base. O projeto de lei será encaminhado à Assembleia Legislativa nos próximos dias.
Caiado destacou ainda que a gestão tem mantido salários, férias, décimo terceiro e bônus pagos rigorosamente em dia. A secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli, reforçou que a medida integra uma política permanente de valorização da categoria, que inclui pagamento de bônus por resultados pedagógicos e a reorganização da jornada para 30 horas/aula a partir de janeiro de 2026.
Segundo a Secretaria de Educação, as ações buscam consolidar os avanços educacionais alcançados por Goiás nos últimos anos, mantendo investimentos e estabilidade na rede pública estadual.

Censo escolar: Brasil com 1 milhão de alunos a menos
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram nesta quinta-feira (26) os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. Segundo os dados, no ano passado foram registrados 46,018 milhões de estudantes, distribuídos em 178,76 mil escolas públicas e privadas, considerando todas as etapas da educação básica.
Houve uma redução de 2,29% nas matrículas, em comparação a 2024, quando foram registrados 47.088.922 estudantes. A queda corresponde a 1,082 milhão de alunos a menos.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados pelo Inep, a projeção para a população de 0 a 3 anos recuou 8,4% entre 2022 e 2025.
Em relação à frequência escolar, na faixa etária até 3 anos de idade, a taxa de atendimento subiu 4,3 pontos percentuais entre 2019 e 2024, atingindo 39,8%. A matrícula na creche, que compreende crianças até 3 anos, não é obrigatória. Já na faixa etária de 4 a 17 anos, quando a frequência à escola é obrigatória, a frequência chega a 97,2%, apontam os dados do IBGE de 2024.
Menos alunos: eficiência ou alerta?
O Censo Escolar 2025 registrou 1,082 milhão de matrículas a menos na educação básica em relação a 2024. O Ministério da Educação afirma que não há problema: a queda seria reflexo da redução da população em idade escolar e da diminuição da repetência.
De fato, o Brasil vive uma transição demográfica. Há menos crianças nascendo. Também houve melhora nos índices de distorção idade-série, especialmente no ensino médio.
Mas é prudente comemorar?
Queda de matrícula sempre merece atenção. O país ainda enfrenta evasão no ensino médio, abandono por dificuldades econômicas e desigualdades regionais profundas. Universalizar o acesso é importante — mas garantir permanência com qualidade é o verdadeiro desafio.
Se os números refletem eficiência, ótimo. Se escondem desistências silenciosas, é grave.
Educação não é apenas estatística. É futuro. E quando mais de um milhão de alunos desaparece da planilha, o mínimo que se exige é vigilância — não aplauso automático. (LCB)
