O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que recebeu com tranquilidade os números da mais recente pesquisa Genial/Quaest sobre o cenário da eleição presidencial. Em entrevista ao jornal O Popular, ele disse que ainda não entrou efetivamente na disputa.
Segundo Caiado, os números atuais refletem um cenário em que ele ainda não iniciou a campanha.
“Recebi com muita tranquilidade, até porque eu não estou jogando o jogo. Eu ainda estou no banco de reserva. Na hora em que eu entrar em campo, as coisas vão ser diferentes, aí vai ter o debate”, declarou.
No levantamento, em cenário de primeiro turno, o presidente Lula aparece com 39%, o senador Flávio Bolsonaro com 35% e Caiado com 4% das intenções de voto.
O governador avalia que sua eventual candidatura pode crescer à medida que o debate eleitoral avance e os eleitores comparem trajetórias administrativas.
“Aí, sim, o cidadão vai saber que eu tenho estatura moral e conteúdo para debater. Eu vou tirar a discussão do oito de janeiro. Hoje é a pesquisa do oito de janeiro. Vou mostrar quem sabe fazer educação, segurança, programa social, obra de infraestrutura e saúde”, afirmou.
Cenário de segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Lula e Caiado, o presidente aparece com 44%, enquanto o governador registra 32%. Na rodada anterior da pesquisa, realizada em fevereiro, a diferença era de dez pontos; agora subiu para doze.
O levantamento também mostra que 21% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% permanecem indecisos.
Desafio da nacionalização
Outro dado importante da pesquisa é o nível de conhecimento do eleitorado sobre o governador goiano. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados dizem não conhecer Caiado, 35% afirmam conhecê-lo, mas não votariam nele, e 14% dizem que votariam.
Na rodada anterior, Caiado conseguiu reduzir sua rejeição, que era de 40%.
A análise indica que o principal desafio do governador, caso confirme candidatura presidencial, será ampliar sua visibilidade nacional e transformar a gestão em Goiás em capital político capaz de dialogar com o eleitorado de todo o país.
Para Caiado, porém, o jogo ainda não começou. E, como ele próprio afirmou, ainda está no banco de reservas esperando a hora de entrar em campo.
Caiado diz que “ainda está no banco de reserva” na disputa presidencial
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