Luiz Carlos Bordoni
A Câmara Municipal de Goiânia aprovou lei em que o Município libera 5 mil reais para que cada mulher sob situação de violência possa comprar uma arma de fogo. Uma lei inconstitucional. Só o Congresso pode legislar sobre isso. O prefeito Sandro Mabel deverá vetar tal irresponsabilidade.
O absurdo me deu a pauta: o que faz a Câmara Municipal de Catalão em relação a esse grave problema da violência contra a mulher? Fui ouvir o presidente, vereador Jair Humberto. Sentiu-se indignado com a irresponsabilidade (o substantivo é meu) dos seus pares goianienses. E com razão. Exercer a vereança exige seriedade, compromisso público. Mas contou novidades, falou sobre providências da Casa e das ações em parceria com a Prefeitura Municipal.
Primeiro falou de números que assustam:
“Em Catalão, para você ter uma ideia, temos quase 780 mulheres monitoradas. Mas essas são as que comunicam as agressões às autoridades. Deve haver muito mais. Nós precisamos fazer alguma coisa, mas fazer alguma coisa efetivamente, para mudar essa condição da mulher”.
Fazer efetivamente o quê? – perguntei.
“Nós vamos construir uma sede para o Batalhão Maria da Penha, num terreno que o prefeito Velomar nos cedeu em comodato. A Câmara vai fazer a sede e entregá-la à Polícia Militar. Estamos trabalhando em parceria com o IF Goiano e com a nossa PM, com tudo planejado e nada de improviso.”
Os vereadores de Goiânia querem dar um revólver para cada mulher. Aqui, vocês dariam o quê?
“Autoridade melhor equipada, melhor aparelhada, com meios de responder mais rapidamente às situações. E estamos trabalhando uma ideia que vai agilizar ainda mais a ação policial: a criação de um aplicativo – botão do pânico -, que, acionado, tocará diretamente nas repartições policiais da cidade.”
O vereador Jair Humberto informou que os projetos estão sendo desenvolvidos com o apoio de emendas. Ele aposta que tudo vai dar certo. E vai.