COI endurece regras e restringe participação na categoria feminina a partir de 2028

por Canal Cat

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma mudança significativa nos critérios de elegibilidade para competições femininas. A partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, apenas atletas classificadas como “mulheres biológicas” poderão disputar provas nessa categoria.

A nova diretriz retoma a exigência de testes genéticos, com foco na identificação do gene SRY — marcador associado ao cromossomo Y. O exame, que poderá ser realizado por meio de saliva, swab bucal ou sangue, será aplicado uma única vez ao longo da carreira da atleta.

Segundo o COI, a ausência do gene garante elegibilidade permanente para a categoria feminina. Já a presença do marcador direcionará a atleta para disputas na categoria masculina, mista ou em modalidades sem distinção por sexo.

A decisão atinge diretamente atletas transgênero e também aquelas com diferenças do desenvolvimento sexual (DDS), tema que há anos divide opiniões no esporte de alto rendimento.

Um dos casos mais emblemáticos é o da sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800 metros. Portadora de hiperandrogenismo, condição que eleva naturalmente os níveis de testosterona, Semenya já esteve no centro de debates sobre elegibilidade. Apesar da nova regra, seus títulos conquistados em Londres 2012 e Rio 2016 permanecem válidos, uma vez que a medida não tem efeito retroativo.

O COI reconhece que não há um levantamento oficial sobre a presença de atletas transgênero em Jogos Olímpicos — inclusive, nenhuma participação foi registrada em Paris 2024.

A mudança também dialoga com o ambiente político internacional. Nos Estados Unidos, o então presidente Donald Trump assinou, em 2025, uma ordem executiva que restringe a participação de atletas trans em competições femininas, vinculando inclusive repasses financeiros ao cumprimento dessa diretriz.

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