ESTADOS DIZEM “NÃO” AO CORTE DE IMPOSTO

por Canal Cat

Os governadores brasileiros, representados pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), decidiram não atender ao pedido do presidente Lula para reduzir o ICMS sobre combustíveis neste mês de março de 2026. A negativa ocorre em meio à alta internacional do petróleo, que voltou a pressionar os preços e reacender o debate sobre medidas para conter a inflação.

Segundo o Comsefaz, a redução do imposto estadual não traria efeito significativo ao consumidor final. A avaliação dos estados é de que cortes anteriores não se refletiram proporcionalmente nas bombas, sendo absorvidos ao longo da cadeia de produção e distribuição.

Outro ponto central da decisão é o impacto fiscal. Os governadores argumentam que uma nova redução comprometeria receitas essenciais para áreas como saúde e educação. De acordo com estimativas, os estados já acumulam perdas de cerca de R$ 189 bilhões até o fim de 2025 em razão de mudanças tributárias recentes no setor de combustíveis.

Com isso, foi mantido o modelo atual de alíquotas fixas do ICMS, evitando, segundo os secretários de Fazenda, uma “dupla perda”: queda de arrecadação sem garantia de redução efetiva dos preços ao consumidor.

A decisão expõe a tensão entre o governo federal, que busca alternativas para conter a inflação, e os estados, que defendem autonomia e equilíbrio fiscal. O impasse se intensifica em um cenário internacional instável, com o barril de petróleo novamente acima dos US$ 100, pressionando toda a cadeia de combustíveis no país.

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