Goiás endurece posição e condiciona adesão a subsídio do diesel

Daniel: Goiás só aceita se valores forem abatidos da dívida com a União

O vice-governador Daniel Vilela deixou clara, em entrevista ao jornal O Popular, a posição de Goiás diante da proposta do governo federal de dividir o custo do subsídio ao diesel importado: o Estado só aceita participar se houver compensação financeira por parte da União.
A proposta em discussão prevê um subsídio de R$1,20 por litro, dividido igualmente entre União e estados. Mas, segundo Daniel, o modelo atual penaliza os governos estaduais. A avaliação é direta: a União se beneficia do controle inflacionário e do impacto político da medida, enquanto os estados assumem parte do custo sem retorno equivalente.
Por isso, Goiás defende que qualquer adesão esteja vinculada à compensação de dívidas ou a algum mecanismo de equilíbrio fiscal. Sem isso, a tendência é de resistência. A discussão ocorre no âmbito do Confaz e envolve um impasse clássico do pacto federativo: quem paga a conta — e quem colhe os dividendos políticos.
Ao adotar uma postura firme, Daniel Vilela se posiciona não apenas como gestor, mas como protagonista de um debate que vai além do combustível. Trata-se de autonomia estadual, responsabilidade fiscal e, claro, da disputa de narrativas em ano eleitoral. No fim, o recado de Goiás é claro: subsídio, sim — mas não a qualquer custo.

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