Lula deve liberar 17 bi do FGTS para trabalhador endividado

O governo federal estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores endividados, especialmente aqueles com dívidas no cartão de crédito. A proposta, em análise no Ministério do Trabalho e Emprego, deve ser formalizada por meio de Medida Provisória e faz parte de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento do alto nível de inadimplência no país.
A principal medida prevê a liberação de até R$ 10 bilhões para quitação de dívidas, com foco em trabalhadores de menor renda. A ideia é permitir que parte do saldo do FGTS seja utilizada para substituir débitos mais caros, como os do crédito rotativo. O governo, no entanto, ainda não definiu o teto salarial para participação no programa, mas já sinalizou que pessoas com rendas mais elevadas devem ficar de fora.
Outra frente do plano envolve a liberação de aproximadamente R$ 7 bilhões para cerca de 10 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e tiveram valores bloqueados como garantia de empréstimos. Segundo o Ministério, em muitos casos o valor retido é superior ao necessário para cobrir a dívida. A proposta prevê a devolução desse excedente diretamente ao trabalhador, abrangendo contratos realizados entre 2020 e dezembro de 2025.
Além dessas medidas, o governo também discute a criação de um programa mais amplo de reorganização das dívidas das famílias, com a possibilidade de unificação dos débitos em uma única linha de pagamento. A iniciativa busca aliviar o orçamento dos brasileiros e estimular a retomada do consumo, em um cenário marcado por juros elevados e elevado nível de endividamento.

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