O espanhol Marc Márquez venceu neste sábado (21) a corrida sprint do Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, em Goiânia, em um evento que marcou o retorno da principal categoria da motovelocidade mundial à capital goiana após 37 anos.
Largando em terceiro, Márquez avançou rapidamente, assumiu a liderança na 12ª volta ao ultrapassar Fábio Di Giannantonio e garantiu sua centésima vitória na categoria. O italiano terminou em segundo. O brasileiro Diogo Moreira ficou na 10ª colocação.
O Autódromo Internacional Ayrton Senna recebeu grande público e foi elogiado por equipes e pilotos após passar por ampla reforma para atender às exigências da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
Segundo o governador Ronaldo Caiado, o circuito atingiu padrão internacional e recebeu avaliações positivas das delegações estrangeiras. O vice-governador Daniel Vilela também destacou o reconhecimento das equipes quanto à qualidade da pista e à organização do evento.
Além do aspecto esportivo, a MotoGP gera impacto econômico significativo. A estimativa é de movimentação entre R$ 870 milhões e R$ 1 bilhão, com cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos e público aproximado de 150 mil pessoas.
Com o sucesso da etapa, Goiânia volta ao circuito internacional da motovelocidade e se consolida como polo para grandes eventos esportivos.
Vitória de Caiado
Mais do que a vitória de Marc Márquez, o que se viu em Goiânia foi a vitória de um projeto.
A MotoGP não voltou por acaso. Voltou porque houve investimento, planejamento e decisão política de colocar Goiás no mapa dos grandes eventos internacionais. E isso não é pouca coisa.
O autódromo reformado, elogiado por pilotos e equipes, mostra que é possível fazer obra pública com padrão internacional. E quando isso acontece, o resultado aparece — dentro e fora da pista.
A prova trouxe público, movimentou a economia, gerou empregos e projetou o estado para o mundo. É o tipo de evento que vai muito além do esporte. É vitrine, é imagem, é oportunidade.
Claro que problemas acontecem — como o incidente na pista por causa das chuvas —, mas isso não apaga o conjunto da obra. O que fica é o saldo. E o saldo é positivo.
Goiás volta ao circuito global não apenas como sede de uma corrida, mas como protagonista de uma nova fase, onde segurança, infraestrutura e ambiente de negócios começam a andar juntos.
No fim das contas, a corrida termina em poucas voltas, mas o impacto de um evento como esse dura muito mais tempo. E isso é o que realmente conta