Mundo em escalada: quem ainda fala em limite?

O noticiário internacional revela um cenário preocupante. A guerra da Rússia contra a Ucrânia continua. Gaza permanece sob tensão permanente. Agora, a ofensiva envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã amplia ainda mais o mapa das incertezas.
O que inquieta não é apenas o conflito. É a escalada. A cada novo movimento militar, cresce a sensação de que o mundo perdeu o senso de contenção. A diplomacia cede espaço à força. O diálogo é substituído pela demonstração de poder.
A ONU, criada após as tragédias do século XX para evitar novas guerras globais, mostra-se limitada quando os protagonistas são grandes potências. O direito internacional parece funcionar com pesos diferentes, dependendo de quem está no centro do tabuleiro.
Não se trata de escolher lados. Conflitos internacionais são complexos, carregam décadas de tensões políticas, religiosas e estratégicas. Mas há um ponto comum: a fragilidade dos freios.
Quando a regra não vale para todos, a estabilidade enfraquece. Quando a guerra vira instrumento recorrente de afirmação geopolítica, o mundo inteiro entra em risco.
O planeta vive um tempo de força sem limite claro e a história ensina que escaladas mal contidas raramente terminam bem. O desafio não é vencer guerras. É impedir que elas se tornem rotina. (LCB)

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