Uma pesquisa recente da Genial/Quaest revela um retrato claro — e relevante — da disputa eleitoral: a divisão do eleitorado por gênero. Em um cenário de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, com 41% das intenções de voto cada.
O dado mais significativo, porém, está no recorte por sexo. Entre as mulheres, Lula lidera com 44%, contra 36% de Flávio. Já entre os homens, o cenário se inverte: o senador aparece com 46%, enquanto o presidente registra 38%. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de cerca de três pontos percentuais.
A pesquisa evidencia um padrão que tem se repetido em disputas recentes: comportamentos eleitorais distintos entre homens e mulheres. Especialistas costumam apontar fatores como percepção sobre políticas sociais, segurança, economia e valores culturais como elementos que influenciam essas diferenças. Além disso, as mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro, o que amplia o peso desse segmento na definição do resultado.
O cenário reforça que, mais do que uma disputa entre candidatos, a eleição tende a refletir clivagens sociais importantes dentro do país. A divisão por gênero se soma a outros recortes — como renda, região e escolaridade — e indica que a campanha deverá ser marcada por estratégias específicas para conquistar diferentes perfis de eleitores em um ambiente ainda altamente polarizado.