Uma proposta em análise no Senado sugere reduzir a multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga ao trabalhador demitido sem justa causa. Hoje, a legislação — baseada na Consolidação das Leis do Trabalho — garante um adicional de 40% sobre o saldo do FGTS. O texto propõe cortar esse percentual pela metade, para 20%. Nos casos de acordo entre empregador e empregado, a multa cairia de 20% para 10%.
Na prática, a mudança impacta diretamente o bolso do trabalhador. A indenização recebida na demissão seria menor, reduzindo a proteção financeira em um momento de perda de renda.
Críticos avaliam que a medida pode enfraquecer direitos históricos e facilitar demissões, aumentando a rotatividade no mercado. Já defensores argumentam que a redução de custos para as empresas pode estimular contratações e aquecer a economia.
Apesar da repercussão, a proposta ainda está em fase inicial e não foi aprovada. Por enquanto, a regra atual permanece em vigor. Mas o debate já está posto — e qualquer alteração no FGTS tende a provocar forte reação, por mexer diretamente com milhões de trabalhadores brasileiros.
Redução de multa do FGTS alerta trabalhadores
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