TSE torna Cláudio Castro inelegível até 2030 e rejeita efeito de renúncia

Cláudio Castro renuncia ao governo do RJ. Nada valeu | Brasil 247

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, em 24 de março de 2026, o julgamento que tornou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível por oito anos, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A decisão impede o ex-chefe do Executivo fluminense de disputar cargos públicos até 2030.
O caso, que tramitou por cerca de três anos e meio, teve início no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), onde Castro havia sido absolvido. No entanto, após recursos, o TSE reformou a decisão e reconheceu a prática de irregularidades.
Na véspera do julgamento final, em 23 de março, Castro renunciou ao cargo de governador. A medida foi interpretada como uma tentativa de reduzir os efeitos políticos da eventual condenação e preservar direitos eleitorais. A estratégia, porém, não produziu o resultado esperado. O tribunal manteve a análise de mérito e confirmou a inelegibilidade.
A condenação está relacionada ao chamado “Caso Ceperj”, que investigou a realização de mais de 27 mil contratações temporárias em órgãos como a Ceperj e a Uerj. Segundo o entendimento da maioria dos ministros, as admissões teriam sido utilizadas com finalidade eleitoral, beneficiando a campanha de reeleição em 2022.
O julgamento foi marcado por pedidos de vista e interrupções ao longo da tramitação, o que gerou críticas quanto à demora. Ainda assim, a decisão foi finalizada antes do calendário eleitoral de 2026.
Por maioria — com placares que variaram entre 4 a 2 e 5 a 2 em diferentes etapas — o TSE firmou entendimento pela ocorrência de abuso de poder. Castro ainda pode recorrer, mas a inelegibilidade já passa a produzir efeitos imediatos.
Fecho:
A renúncia, pensada como saída, acabou apenas antecipando o desfecho. No tabuleiro eleitoral, a tentativa de ganhar tempo terminou como perda de espaço.

Related posts

Goiás endurece posição e condiciona adesão a subsídio do diesel

Justiça anula eleição na Alerj e agrava crise política no Rio

“Coisa de Menina” integra cuidado, saúde e futuro para adolescentes em Catalão