27 de junho, dia de São Clériston

Tombos: O Leão conseguiu o epoate que o mantém na disputa pelo título da Série D

Não foi um grande espetáculo. Também não foi uma exibição de encher os olhos. Mas foi uma daquelas partidas que ensinam uma velha lição do futebol: classificação não se explica, conquista-se.


O CRAC entrou em campo carregando uma vantagem pequena, construída em Catalão. Em Tombos, encontrou um adversário pressionando do primeiro ao último minuto. O Tombense atacou, cruzou bolas na área, criou oportunidades e fez o goleiro Clériston trabalhar como poucas vezes se viu nesta temporada.


E ele trabalhou. Quando a defesa falhou, apareceu o goleiro. Quando a pressão aumentou, surgiu a serenidade. Quando parecia que o gol mineiro ia acontecer, Clériston fechou a porta.
O CRAC não encantou. Sofreu. Resistiu. Marcou. Esperou. Administrou. Jogou o futebol possível para a circunstância.


Há equipes que vencem pelo brilho. Outras vencem pela maturidade. O Leão escolheu a segunda alternativa.


Nos minutos finais, ainda encontrou forças para ameaçar o Tombense, mostrando que, mesmo acuado durante boa parte do jogo, jamais deixou de acreditar na classificação.


É cedo para sonhar com voos maiores. Ainda há muito campeonato pela frente. Mas uma equipe que aprende a sofrer sem perder a organização costuma adquirir uma qualidade preciosa: confiança.
Catalão pode comemorar. O Leão continua caminhando. Às vezes, um empate vale exatamente o tamanho de uma vitória.

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