Quando a Espanha joga o futebol que sabe, o adversário costuma virar figurante. A Arábia Saudita descobriu isso da forma mais dolorosa possível. Levou 4 a 0 e saiu de campo agradecendo por não ter sido mais.
A Fúria entrou mordida depois do empate sem gols diante de Cabo Verde. E resolveu a questão ainda no primeiro tempo. O jovem Lamine Yamal, tratado como fenômeno desde antes do apito inicial, precisou de apenas dez minutos para marcar o seu primeiro gol nesta Copa do Mundo. Aos 18 anos, parece carregar a bola com a mesma naturalidade com que outros jovens carregam uma mochila escolar.
O gol abriu a porteira. Mikel Oyarzabal marcou duas vezes em apenas três minutos e transformou a partida numa aula de futebol espanhol. Posse de bola, movimentação, triangulações e velocidade. A Arábia Saudita correu atrás da sombra dos espanhóis durante quase todo o jogo.
No segundo tempo, o técnico Luis de la Fuente até se deu ao luxo de poupar Yamal e Oyarzabal. O serviço estava feito. E ainda houve tempo para o quarto gol, um lance infeliz do zagueiro Al-Tambakti, que desviou contra a própria rede após pressão espanhola.
A goleada recoloca a Espanha entre os candidatos ao título e mostra que o empate da estreia foi apenas um tropeço de percurso. Com quatro pontos, a Roja assume provisoriamente a liderança do Grupo H e volta a exibir aquilo que o mundo espera dela: futebol bonito, eficiente e, às vezes, cruel.
Quanto a Yamal, o menino continua escrevendo a sua história. E a impressão é que estamos apenas lendo os primeiros capítulos.