Faleceu ontem, em Goiânia, o jornalista Helton Lenine. Durante muitos anos foi redator no radiojornalismo da Rádio Brasil, chegando a editor-chefe do radiojornal ‘O MUNDO EM SUA CASA”, à época apresentado por Jerônimo Rodrigues e Íris Mendes.
Lenine foi, durante muitos anos, repórter da editoria de política do jornal O POPULAR. Foi colaborador de várias publicações semanais da Capital e interior. Ocupou as secretarias de Comunicação de Anápolis e Aparecida de Goiânia. Foi assessor de Íris Rezende Machado e Maguito Vilela, ex-governadores de Goiás. Lenine tinha 72 anos. Seu sepultamento será às 16 horas, no Memorial Parque, em Goiânia.
Helton Lenine: o jornalista que nasceu da curiosidade
Conheci Helton Lenine quando ainda era operador de som na Rádio Brasil Central. Discreto, atento, mas já com algo raro: curiosidade. Nas folgas, não descansava — ia para a redação observar. Ali, começou a se formar jornalista. Virou auxiliar, depois redator, editor… e não parou mais.
O salto para o impresso foi consequência natural. Chegou a O Popular, o principal jornal do Estado. E foi na política que encontrou seu espaço. Repórter crítico, arguto, daqueles que incomodam. Não escrevia para agradar — escrevia para provocar reflexão.
Tinha leitura rápida dos bastidores e faro de notícia. Nos debates, nunca foi neutro: participava, questionava, cutucava. Gostava da boa polêmica, do confronto de ideias.
Depois, atravessou o balcão e virou assessor. Mas levou consigo o olhar inquieto do jornalista.
Helton não teve atalhos — construiu cada passo. Aprendeu olhando, cresceu fazendo. Foi desses profissionais que deixam marca. Hoje, fica a ausência… E o respeito de quem acompanhou sua história.
Os bons jornalistas não morrem. Apenas deixam de assinar as suas matérias. (LCB)
