O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a divisão dos R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, que será utilizado nas eleições deste ano. Os maiores repasses ficarão com PL, PT e União Brasil, que juntos receberão cerca de 40% de todo o montante. O PL terá direito a R$ 881,7 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615,4 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 526,2 milhões. Ao todo, os recursos serão distribuídos entre 30 partidos registrados na Justiça Eleitoral, conforme critérios definidos em lei e baseados na representação de cada legenda no Congresso Nacional. Criado em 2017, após a proibição das doações empresariais para campanhas eleitorais, o Fundo Eleitoral é abastecido com recursos do Orçamento da União. Cabe aos partidos definir a distribuição interna dos valores entre seus candidatos e prestar contas dos gastos realizados durante a campanha. A divulgação dos números reacende o debate sobre o financiamento público da política brasileira. Enquanto defensores argumentam que o modelo reduz a influência econômica privada nas eleições, críticos questionam o elevado custo para os cofres públicos e cobram maior transparência e eficiência na aplicação dos recursos.