A Ferrari decidiu acelerar rumo ao futuro — e deixou parte dos apaixonados pela marca olhando pelo retrovisor. A fabricante italiana apresentou oficialmente a nova Ferrari Luce, primeiro modelo totalmente elétrico da história da casa de Maranello. O carro foi mostrado ao papa Papa Leão XIV, que conheceu os detalhes do veículo, sentou-se ao volante e o recebeu como doação.
O presidente da Ferrari, John Elkann, acompanhou pessoalmente a apresentação. Já o piloto de testes Raffaele De Simone explicou ao pontífice os comandos do volante futurista do modelo, que custará cerca de US$610 mil, mais de R$3 milhões.
Mas, entre os fãs tradicionais da marca, a novidade não acelerou corações como os antigos V8 e V12 italianos faziam. Afinal, Ferrari sem ronco de motor parece violino sem corda, samba sem tamborim ou estádio sem torcida. O problema não é ser elétrica. O problema é que muita gente cresceu ouvindo Ferrari antes mesmo de vê-la.
O lendário cavalinho rampante agora corre em silêncio. E isso deixou muito apaixonado desconfiado de que, a qualquer momento, o símbolo mais famoso da velocidade mundial pode precisar não de gasolina premium… mas de um eletricista de plantão.
Tem quem diga que é evolução. Outros acham que o velho Enzo Ferrari deve ter dado uma pequena acelerada no túmulo. Porque a Ferrari, para muita gente, não era apenas carro. Era barulho, cheiro de gasolina, emoção e exagero mecânico. A Luce pode até ser o futuro. Mas o coração dos ferraristas ainda funciona na base da explosão. (LCB)
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