A fé deveria aproximar o homem de Deus. Alguns políticos preferem que ela os aproxime do poder.
A cada eleição, surgem novos pregadores da política. Citam versículos, frequentam cultos, levantam bíblias e prometem defender valores cristãos. Curiosamente, a conversão costuma acontecer perto das urnas.
Aí entra o evangelho do cofre. Deputados aprovaram e o Senado vai referendar a PEC da imunidade tributária para as igrejas, que já são isentas das pesadas cargas que fazem o nosso calvário.
Políticos no púlpito é o que hoje mais vemos. Não buscam almas. Buscam votos. Lembramos que o Brasil é uma República laica. Isso não significa ser contra a religião. Significa impedir que a religião seja usada como escada eleitoral.
A religião tem o direito de inspirar valores. O que não deveria acontecer é servir de escada para projetos de poder. O púlpito foi feito para a pregação. O palanque, para a política. Misturar os dois costuma ser um excelente negócio para os políticos e um péssimo negócio para a fé. (LCB)
OS ASSALTANTES DO PÚLPITO
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