No papel, a vantagem é brasileira. No campo, nem tanto. Levantamento da plataforma TransferRoom mostra que a seleção brasileira possui um elenco avaliado em € 928,7 milhões (R$ 5,94 bilhões), quase o dobro dos € 498,3 milhões (R$ 3,18 bilhões) atribuídos à seleção de Marrocos. A diferença chega a € 430,4 milhões, algo em torno de R$ 2,75 bilhões.
O jogador mais valioso da equipe comandada por Carlo Ancelotti é Vinícius Júnior, avaliado em € 128,2 milhões. Do lado marroquino, o principal nome é Achraf Hakimi, com valor estimado em € 71,4 milhões.
Mas futebol não se joga em planilhas. A diferença bilionária entre os elencos não se refletiu dentro de campo. Marrocos apresentou mais organização, intensidade e identidade coletiva. A seleção africana, semifinalista da Copa de 2022 e campeã africana em 2025, chega ao Mundial com uma geração madura, competitiva e acostumada a enfrentar adversários de alto nível.
O Brasil continua produzindo talentos caríssimos, mas ainda procura um time. Tem jogadores que valem fortunas, porém nem sempre consegue transformar esse patrimônio em futebol convincente. Marrocos faz o caminho inverso: possui menos estrelas, menos dinheiro e menos tradição, mas entrega um conjunto mais sólido e eficiente.
A lição é simples. Valor de mercado compra jogador. Não compra entrosamento, disciplina tática, entrega e espírito coletivo. Se comprasse, o Brasil teria vencido antes mesmo de a bola rolar.
No futebol, como na vida, há momentos em que o preço impressiona. E há momentos em que o desempenho fala mais alto. Contra Marrocos, o Brasil mostrou que vale mais. Marrocos mostrou que joga mais.
Quem vale quanto
Os 10 elencos mais caros do mundo:
França: R$8.541 bilhões
Espanha:R$8.248 bilhões
Inglaterra: R$8.190 bilhòes
Alemanha: R$6.610 bilhões
Portugal: R$5.908 bilhões
Brasil: RS5.504 bilhões
Holanda: R$5.071 bilhões
Argentina: R$4.323 bilhões
Bélgica: R$3.931 bilhões
Noruega: R$3.732 bilhões
