Toda Copa do Mundo produz suas zebras, seus heróis improváveis e suas histórias encantadoras. Na primeira rodada do Mundial de 2026, ninguém brilhou mais do que Cabo Verde.
Em sua estreia absoluta em Copas, a pequena seleção africana encarou a poderosa Espanha e arrancou um empate sem gols que teve gosto de vitória. Os espanhóis pressionaram, criaram oportunidades e tentaram de todas as formas furar a retranca cabo-verdiana. Não conseguiram.
O responsável tem nome, sobrenome e apelido: Vozinha.
Aos 40 anos, o goleiro fez uma partida monumental. Foram pelo menos cinco grandes defesas, intervenções seguras e uma atuação digna dos grandes palcos do futebol mundial. Ao apito final, emocionado, recebeu o prêmio de melhor jogador da partida.
E que história tem Vozinha. Nascido Josimar José Évora Dias, ganhou o apelido ainda menino, criado pelos avós na ilha de São Vicente. Os amigos diziam que ele corria para contar tudo aos avós depois das peladas de rua. O apelido ficou. E acabou atravessando a carreira inteira.
Pois foi a Vozinha quem calou os miuras espanhóis.
Se a Copa gosta de surpresas, Cabo Verde já entregou a sua. Entre gigantes, milionários e favoritos, surgiu o “dark horse” da rodada. E ele veio de uma pequena nação africana que mostrou ao mundo que, no futebol, nem sempre vence quem tem mais estrelas. Às vezes, basta ter um goleiro inspirado e um sonho enorme.
Cabo Verde, o “dark horse” da rodada
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