A Argentina voltou a sofrer, voltou a precisar da prorrogação, mas também voltou a mostrar que, quando o jogo entra na reta decisiva, sua luz costuma brilhar mais forte. Depois de um futebol “à meia-luz” durante boa parte da partida, a Albiceleste venceu a Suíça por 3 a 1 e garantiu vaga na semifinal da Copa do Mundo.
Mac Allister abriu o placar cedo, mas os argentinos recuaram em excesso e permitiram o empate suíço com Ndoye. A expulsão de Embolo deu novo fôlego aos sul-americanos, que passaram a dominar o confronto. Na prorrogação, apareceu o brilho de Julián Álvarez, autor de um golaço após assistência do palmeirense Flaco López. Nos acréscimos, Lautaro Martínez fechou a conta.
Mais uma vez, a seleção de Lionel Scaloni mostrou que nem sempre encanta durante os 90 minutos, mas cresce quando a pressão aumenta. É uma equipe que parece guardar energia para o momento em que a partida realmente exige protagonistas.
Agora, o mundo do futebol revive um dos maiores clássicos da história das Copas. Argentina e Inglaterra voltarão a se encontrar em uma semifinal. Muito além da rivalidade esportiva, o duelo carrega lembranças de Maradona, do gol do século, da “Mão de Deus” e até da Guerra das Malvinas. Na quarta-feira, a história ganhará mais um capítulo.
