A Espanha voltou ao lugar mais alto do futebol mundial. Em uma final digna da história da Copa do Mundo, venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou, pela segunda vez, o título de campeã do mundo. Não foi obra do acaso. Foi o triunfo de uma equipe que jogou o torneio inteiro com personalidade, organização, técnica e uma impressionante consistência defensiva.
A seleção espanhola confirmou o significado do velho apelido de A Fúria. Não pela violência, mas pela intensidade, pela coragem de atacar, pela confiança no próprio estilo e pela força do conjunto. Dominou boa parte da decisão, criou as melhores oportunidades e encontrou, já na prorrogação, o gol que premiou quem mais buscou a vitória.
Do outro lado estava uma Argentina briosa, valente e comandada por um dos maiores jogadores de todos os tempos. Lionel Messi despede-se das Copas do Mundo sem o bicampeonato consecutivo, mas com o nome definitivamente gravado na eternidade do futebol. Campeão em 2022, dono de uma carreira incomparável, ele deixa os Mundiais como um dos maiores artistas que o esporte já produziu.
A taça atravessa novamente o Atlântico. Dezesseis anos depois, ela volta às mãos da Espanha. O futebol mundial ganha uma nova campeã; a Argentina encerra um ciclo inesquecível. Assim é o esporte: uma geração celebra, outra se despede, mas os grandes permanecem para sempre na memória dos apaixonados pelo futebol.
