A pátria veste verde e amarelo outra vez

Estádio New York New Jersey vai receber Brasil x Marrocos • Michael Reaves/Getty Images

Chegou a hora. Neste sábado, o Brasil estreia na Copa do Mundo de 2026 diante do Marrocos e, mais uma vez, milhões de brasileiros voltarão a experimentar um sentimento raro nos dias atuais: torcer juntos.

Poucas coisas ainda conseguem unir um país tão dividido quanto a Seleção Brasileira. Durante uma Copa, o empresário e o operário, o morador da capital e o do interior, o rico e o pobre, todos passam a compartilhar a mesma ansiedade, a mesma esperança e o mesmo sonho. É a velha pátria de chuteiras entrando em campo.

Carlo Ancelotti parece ter encontrado uma formação equilibrada para iniciar a caminhada rumo ao hexacampeonato. Com Alisson no gol, Casemiro e Bruno Guimarães dando sustentação ao meio-campo e a velocidade de Vinicius Júnior e Raphinha no ataque, o Brasil aposta na mistura entre experiência e talento para superar um adversário respeitável.

O Marrocos não é qualquer adversário. Semifinalista da última Copa, a seleção africana conquistou o respeito do mundo pela organização tática e pela competitividade. Ainda assim, chega para a estreia desfalcada de dois titulares importantes, o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli, ambos lesionados.

Favoritismo não ganha jogo. Copa do Mundo não perdoa distrações. Mas quando a bola rolar no estádio de Nova York e Nova Jersey, palco também da grande final, o Brasil carregará consigo algo que estatísticas não medem: a esperança de um povo apaixonado por futebol.

E talvez seja justamente isso que torne a Copa tão especial. Por algumas semanas, deixamos de lado nossas diferenças e voltamos a acreditar juntos. Afinal, quando a Seleção entra em campo, o Brasil inteiro veste a mesma camisa.

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