Jair Bolsonaro continuará em prisão domiciliar. Alexandre de Moraes prorrogou a medida, determinou a entrega das armas registradas em seu nome e a revogação do seu registro de CAC. Assim, o ex-presidente segue cumprindo pena de 27 anos e três meses, agora cada vez mais distante da vida pública.
A cena impressiona. O homem que arrastava multidões, pilotava motociatas, discursava em carros de som e ocupava diariamente o centro do debate nacional hoje vive entre quatro paredes, limitado pelas regras da prisão domiciliar. A política continua lá fora, mas ele já não participa dela como antes.
A História é implacável com quem ocupa o poder. Presidentes sobem ao palco cercados por aplausos e seguranças. Um dia, deixam o cargo e descobrem que o poder era passageiro. Restam apenas os atos praticados, as decisões tomadas e o julgamento da Justiça e, sobretudo, o da História.
O velho capitão permanece recluso. Seus adversários comemoram. Seus apoiadores lamentam. O Brasil, porém, continua precisando olhar para frente, porque nenhuma democracia pode viver eternamente aprisionada ao seu passado.
