No Hard Rock Stadium, em Miami, o Brasil serviu um futebol “on the rocks”: gelado na defesa, refinado no ataque e com três doses generosas de bola na rede da Escócia.
A vitória por 3 a 0 garantiu à Seleção a liderança do Grupo C, com sete pontos, e a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo. Vini Jr. voltou a ser decisivo, marcou duas vezes ainda no primeiro tempo e confirmou que atravessa um dos melhores momentos da carreira. Na etapa final, Matheus Cunha fechou a conta, enquanto Neymar reapareceu nos minutos finais, recebendo o carinho da torcida e mostrando que pode ser uma arma importante na fase decisiva.
Mais importante que o placar foi a impressão deixada pelo time. O Brasil apresentou equilíbrio, intensidade, velocidade e, sobretudo, maturidade. Não foi um espetáculo daqueles de levantar o torcedor da cadeira a todo instante, mas foi uma atuação segura, típica de quem sabe que, em Copa do Mundo, o importante é crescer na hora certa.
Agora começa outro campeonato. A fase de grupos ficou para trás e o erro passa a custar a passagem de volta para casa. Na próxima segunda-feira, em Houston, a Seleção encara o segundo colocado do Grupo F, que poderá ser Holanda, Japão ou Suécia.
Até aqui, o Brasil mostrou que recuperou a confiança. Ainda não se pode dizer que voltou a encantar o mundo, mas já convenceu seus próprios torcedores de que é candidato legítimo ao título. E isso, numa Copa do Mundo, vale muito.