Calor pode ser adversário da Copa

A próxima Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, já tem um adversário inesperado: o calor extremo.
Alerta divulgado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) indica que até um em cada quatro jogos do torneio poderá ocorrer sob condições consideradas perigosas para atletas e torcedores. A preocupação envolve não apenas as altas temperaturas, mas também a combinação de umidade, radiação solar e circulação de vento, fatores que aumentam significativamente o estresse térmico.
Segundo os especialistas, partidas importantes, inclusive a final, podem ser disputadas em horários e locais onde o risco à saúde é elevado. Em casos extremos, não está descartada a necessidade de adiamentos ou alterações na programação.
Os impactos já começam a ser observados em competições internacionais recentes, com atletas apresentando sinais de exaustão, necessidade de substituições e interrupções para hidratação. Durante a Copa de 2026, estão previstos intervalos extras para que jogadores e árbitros possam se reidratar.
A preocupação também se estende aos torcedores. Longos períodos de exposição ao sol em filas, áreas de concentração e deslocamentos podem aumentar os riscos de desidratação e mal-estar, especialmente porque apenas três dos 16 estádios do torneio possuem sistemas completos de climatização.
Para a ONU, o problema vai além da próxima Copa. As projeções indicam que o aquecimento global poderá alterar a própria dinâmica do futebol nas próximas décadas, exigindo adaptações em calendários, horários e infraestrutura esportiva. Se a previsão se confirmar, o calor poderá entrar em campo como um dos protagonistas do Mundial de 2026.

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