Catalão entra na rota mundial das terras raras e recebe atenção chinesa e americana

Catalão volta a ocupar posição estratégica no mapa mineral brasileiro. A cidade realiza nesta terça-feira, às 8 horas, no Auditório Paulo Bastos Perillo, da Universidade Federal de Catalão, o 2º Seminário do Setor Mineral de Catalão 2026, reunindo empresários, pesquisadores, estudantes e representantes da indústria mineral para discutir tendências, desafios e oportunidades do setor — com destaque especial para as chamadas terras raras e minerais estratégicos.

O evento acontece num momento em que Catalão desperta interesse internacional crescente. No próximo dia 20, o prefeito Velomar Rios receberá uma comitiva chinesa interessada em conhecer o potencial do subsolo da região, especialmente as reservas ligadas às terras raras, grupo de minerais considerados fundamentais para a indústria de alta tecnologia, produção de baterias, carros elétricos, equipamentos militares, turbinas e sistemas eletrônicos avançados.

A movimentação internacional ocorre justamente quando o debate sobre soberania mineral ganha força no Brasil. Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou esperar atrair os Estados Unidos para parcerias na exploração de terras raras em território brasileiro. Ao comentar a disputa geopolítica entre Washington e Pequim, Lula declarou que gostaria de ver o presidente americano Donald Trump “parar de brigar” com Xi Jinping e se associar ao Brasil.

Durante evento realizado no CNPEM, em Campinas, o presidente reforçou que os minerais estratégicos devem ser explorados sob controle soberano brasileiro. O discurso dialoga diretamente com o momento vivido por Catalão, que se consolida como um dos polos minerais mais observados do país.

A região já possui tradição na mineração de fosfato e nióbio, mas agora avança também no campo da pesquisa tecnológica ligada às terras raras. O laboratório da UFCAT, equipado com tecnologia moderna, já atua no desenvolvimento de estudos sobre minerais estratégicos, aproximando ciência, indústria e inovação.

Mais do que riqueza subterrânea, Catalão passa a disputar espaço em um tabuleiro geopolítico global. Em um mundo que corre atrás de tecnologia, energia limpa e independência industrial, quem controla minerais estratégicos passa a ter importância econômica e política crescente.

E é exatamente aí que Catalão entra no radar do mundo.

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