A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários anuais para oito distribuidoras de energia elétrica em diferentes regiões do país. Os aumentos atingem consumidores do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, com variações que vão de 5% a mais de 15% nas contas de luz. Em Goiás, porém, não haverá mudança neste ciclo, o que preserva o bolso do consumidor local, ao menos por enquanto.
Entre as concessionárias autorizadas a aplicar reajustes estão a CPFL Santa Cruz, CPFL Paulista, Enel Ceará, Neoenergia Cosern, Neoenergia Coelba, Energisa Mato Grosso, Energisa Mato Grosso do Sul e Energisa Sergipe.
Os percentuais variam conforme a região e o perfil do consumidor. O maior impacto médio ocorre na área atendida pela CPFL Santa Cruz, onde o reajuste para residências chega a 17,74%. Já a Energisa Mato Grosso do Sul terá aumento de 11,75%, enquanto a CPFL Paulista aplicará reajuste de 9,15%. Na outra ponta, a Neoenergia Cosern registra o menor índice entre as distribuidoras contempladas.
Segundo a Aneel, os aumentos refletem principalmente o crescimento de encargos setoriais e custos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que subsidia políticas públicas do setor. A estimativa da agência é de que a tarifa média de energia no Brasil tenha alta próxima de 8% ao longo de 2026.
Além dos reajustes, o governo federal também iniciou um movimento para renovar as concessões de 14 distribuidoras, incluindo grupos como CPFL, Equatorial, Neoenergia e Light, sob novas regras. A medida busca garantir a continuidade dos serviços, mas também levanta discussões sobre eficiência, investimentos e o impacto no consumidor.
Para os goianos, a ausência de reajuste imediato traz alívio momentâneo. Mas, no cenário nacional, a conta de luz segue em trajetória de alta e continua sendo uma das principais pressões no orçamento das famílias brasileiras.
Conta de luz maior em oito estados; Goiás fica fora
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