Lula e Flávio Bolsonaro tiveram declarações contestadas pelas agências de checagem durante o último debate presidencial, realizado pela TV Globo. Entre números corretos, informações equivocadas e afirmações fora de contexto, os dois candidatos deram trabalho aos verificadores.
Flávio exagerou ao falar em mais de 11.500 obras paralisadas, quando levantamento do TCU apontava 4.215 em julho de 2026. Também distorceu uma declaração de Lula sobre roubos de celulares. Acertou, porém, ao mencionar a elevação do benefício social para R$600 no governo Bolsonaro, inicialmente adotada como medida temporária.
Lula também errou. Disse ter herdado 6 mil obras paralisadas, quando o TCU identificou 8.603 em abril de 2023. Afirmou ainda que o Brasil não havia crescido acima de 3% depois de 2010, o que não corresponde aos dados econômicos. Por outro lado, acertou ao citar o recorde das exportações em 2025 e a abertura de novos mercados para o agronegócio.
A lição do debate? Nem toda informação incorreta é uma mentira deliberada, mas toda afirmação deve ser confrontada com os fatos. Na hora de votar, o eleitor precisa separar a propaganda da realidade. A verdade não tem candidato, não usa estrela nem veste camisa de campanha. A verdade pertence aos fatos! (LCB)
CanalCat – Informação com responsabilidade.
