Flávio comemora foto com Trump
O senador Flávio Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira (26), em Washington, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. O encontro ocorreu três semanas após Trump receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e elogiar o petista.
A comitiva brasileira divulgou fotografias do encontro mostrando Flávio ao lado de Trump, do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e do comentarista Paulo Figueiredo. Após a reunião, o senador afirmou ter solicitado ao presidente americano que as facções PCC e Comando Vermelho sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Cometeu gafe logo no início. Disse ter ido ali a convite do “presidente Lula”. Pediu desculpas e se corrigiu.
Segundo Flávio, o pedido teria sido apresentado como parte de uma futura cooperação internacional no combate ao crime organizado. O senador também declarou que, caso seja eleito presidente da República em 2026, o Brasil integrará o chamado “Escudo das Américas”, iniciativa anunciada por Trump em março deste ano para ampliar a aproximação política e estratégica entre Washington e países latino-americanos.
Flávio ainda afirmou ter oferecido aos Estados Unidos parcerias estratégicas de longo prazo envolvendo terras raras e minerais críticos brasileiros. Apesar das declarações feitas pelo senador brasileiro após o encontro, Trump não comentou publicamente o conteúdo da conversa nem confirmou as propostas mencionadas pela comitiva.
POIS É…
A foto aconteceu. O problema está no restante.
Faltou a palavra de Trump confirmando as conversas, os compromissos e as promessas anunciadas por Flávio Bolsonaro. E isso pesa porque o senador, o irmão e seus satélites políticos já foram apanhados muitas vezes em contradições, versões conflitantes e factóides montados para consumo político.
Sem manifestação clara da Casa Branca ou do próprio Trump, sobra espaço para dúvidas. Em política, a credibilidade não nasce da fotografia. Nasce da confiança na palavra de quem fala. (LCB)