Flávio e o filme: de X-tudo a maionese

O filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, entrou oficialmente na fase de pós-produção. As filmagens teriam sido encerradas em 8 de dezembro de 2025. O problema é que, paralelamente à edição do longa, cresce também a edição das versões sobre quem colocou dinheiro no projeto — e aí a história começa a virar um verdadeiro X-tudo político e financeiro.
A produtora Go Up Entertainment confirmou que já foram gastos cerca de 13 milhões de dólares, algo em torno de R$62 milhões. Isso representaria mais de 90% do orçamento do filme. Até aí, já seria uma produção gigantesca para os padrões brasileiros. O nó aparece quando começam as divergências sobre a origem desses recursos.
Flávio Bolsonaro afirmou que Daniel Vorcaro era o investidor do projeto. Já Carina Gama declarou que não recebeu dinheiro diretamente de Vorcaro, sustentando que ele atuava apenas como intermediador na busca de investidores privados.
A situação ficou ainda mais confusa após a prisão de Vorcaro. Segundo os relatos mais recentes, teriam sido buscados cerca de dez investidores para manter o projeto de pé. E surge então outro elemento explosivo: os recursos teriam passado por um fundo administrado nos Estados Unidos por Paulo Calixto, sendo posteriormente enviados ao Brasil.
A cada nova informação, as peças parecem menos encaixadas. Afinal, quem financiou efetivamente o filme? Quem intermediou? Quem administrou? Quem autorizou as transferências? Qual foi exatamente o caminho do dinheiro?
No meio disso tudo, o longa que pretendia construir uma narrativa épica sobre Bolsonaro começa a produzir outro roteiro — um thriller político-financeiro cheio de versões desencontradas, dúvidas e bastidores nebulosos.
O X-tudo virou maionese. E, pelo cheiro da crise política, muitos já acham que ela começou a estragar. (LCB)

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