“Trump já anunciou tarifa de 100% sobre os gols da Bélgica e exige recontagem do placar.” Ou: “Trump deve afirmar que os Estados Unidos não perderam. Segundo ele, a Bélgica venceu por causa de um complô da arbitragem, do VAR e da FIFA.”
Brincadeiras à parte, a eliminação americana foi incontestável. A Bélgica foi superior do início ao fim. Pressionou desde os primeiros minutos, abriu vantagem rapidamente com dois gols de Charles Deketelaere e praticamente definiu a classificação ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Hans Vanaken aproveitou uma falha do goleiro Matt Freese para fazer o terceiro, e Romelu Lukaku fechou a goleada por 4 a 1 nos acréscimos.
Os Estados Unidos até tentaram reagir, mas nunca conseguiram equilibrar a partida. A equipe de Mauricio Pochettino mostrou dificuldades na saída de bola, sofreu com a intensidade belga e cometeu erros defensivos decisivos. O resultado confirma a força da geração belga, que agora terá um enorme desafio diante da Espanha nas quartas de final.
Há ainda um dado simbólico: com a derrota dos Estados Unidos, nenhum dos três países anfitriões da Copa de 2026 sobreviveu às oitavas de final. Canadá, México e Estados Unidos se despedem precocemente do Mundial, mostrando que jogar em casa está longe de garantir sucesso.