A Suíça está nas quartas de final da Copa do Mundo. Nesta terça-feira, em Vancouver, depois de 120 minutos de empate sem gols contra a Colômbia, a seleção europeia venceu nos pênaltis por 4 a 3 e voltou a figurar entre as oito melhores do mundo pela primeira vez desde 1954.
Foi uma vitória com a cara da Suíça: sem espetáculo, sem excesso, sem carnaval. Apenas precisão, paciência e nervos no lugar. Davinson Sánchez acertou o travessão, Manuel Akanji também desperdiçou para os suíços, mas Gregor Kobel apareceu na hora certa ao defender a cobrança de Cucho Hernández. No fim, Rubén Vargas confirmou a classificação.
Agora, o relógio suíço terá pela frente um teste de luxo: a Argentina de Messi, atual campeã mundial, que eliminou o Egito numa vitória dramática por 3 a 2. O duelo será no próximo sábado, em Kansas City, valendo vaga na semifinal.
A Colômbia se despede mais uma vez nas oitavas. Fez jogo duro, teve chances, lutou, mas parou no detalhe. E, na marca da cal, detalhe vira destino.
Dos latinos e americanos que sonhavam alto nesta Copa, resta a Argentina. Caberá a Messi e companhia defender a honra do Novo Mundo. Mas que ninguém subestime os suíços. Eles podem não jogar com fantasia, mas sabem muito bem que, em Copa do Mundo, há uma hora em que o talento precisa obedecer ao relógio.
E o relógio suíço, todos sabem, costuma ser infalível. Principalmente na hora H.
