A polêmica envolvendo a desapropriação de áreas rurais para a duplicação da GO-330, entre Catalão e Ipameri, foi tema de entrevista do secretário de Infraestrutura de Goiás, Ricardo Oliveira e Silva, à Rádio Nova Liberdade. Ao comentar o caso da produtora rural que protestou contra o valor da indenização oferecida pelo Estado, o secretário afirmou que o governo respeita o sentimento da família, mas ressaltou que todos os procedimentos foram realizados dentro da legalidade.
Segundo Ricardo, a entrada das equipes na propriedade ocorreu somente após avaliações técnicas, depósito judicial da indenização e autorização da Justiça. “Respeitamos a senhora, a família e a história daquela propriedade, mas também precisamos respeitar a lei e o interesse coletivo. A duplicação da GO-330 é uma obra aguardada há muitos anos e vai trazer mais segurança e desenvolvimento para toda a região”, afirmou. O secretário lembrou que apenas no ano passado foram registrados 39 acidentes no trecho, reforçando a importância da intervenção.
Sobre a divergência em relação ao valor da indenização, Ricardo explicou que a área desapropriada corresponde a nove hectares e foi avaliada tecnicamente em R$550 mil, quantia já depositada em juízo pela Goinfra. A família, por sua vez, defende uma indenização superior a R$5 milhões. Para o secretário, a discussão é legítima e deve ocorrer no âmbito judicial. “O Estado não chegou a esse valor de forma aleatória. Existem laudos, critérios técnicos e avaliações. A família tem o direito de apresentar seus estudos e buscar a revisão do valor na Justiça”, destacou.
O secretário também rebateu a acusação de invasão de área fora dos limites desapropriados. Segundo ele, a empresa responsável pela obra só atua em locais onde há autorização judicial. “Não houve invasão.
O Estado só avançou porque existia autorização legal para isso”, afirmou. Ricardo informou ainda que, das 46 propriedades atingidas pela duplicação, 29 já tiveram solução encaminhada, nove seguem em negociação e apenas oito estão em litígio judicial. Apesar da repercussão do caso, ele garantiu que a obra continuará avançando. “Esta é, provavelmente, a obra de infraestrutura mais importante para Catalão nas últimas décadas. Vamos seguir com diálogo, respeito às pessoas e cumprimento da lei, sem abrir mão de um projeto fundamental para a segurança e o desenvolvimento da região.”
