Se por um lado Catalão avança na redução da criminalidade, por outro enfrenta um problema cada vez mais visível e preocupante: a violência no trânsito. Acidentes graves, muitos deles com mortes, têm se tornado frequentes e expõem um comportamento de risco que desafia autoridades e a própria população.
Somente nos meses de março e abril de 2026, foram registrados episódios que chamam atenção pela gravidade. Um motociclista morreu após ser atingido por um carro que teria avançado o sinal vermelho na movimentada Avenida Raulina Fonseca Paschoal, na região central. Outros acidentes envolveram motociclistas e até gestantes, reforçando a vulnerabilidade de quem circula pelas vias da cidade.
Além das colisões, outro fator agrava o cenário: a fuga de motoristas sem prestar socorro. Casos desse tipo têm sido recorrentes, revelando não apenas imprudência, mas também um preocupante desrespeito à vida e à legislação.
Diante desse quadro, a Polícia Militar intensificou a fiscalização com a Operação Trânsito Seguro, voltada ao combate à direção perigosa, ao consumo de álcool ao volante e às irregularidades em veículos. As ações se concentram, principalmente, em pontos críticos da cidade, como a própria Avenida Raulina Fonseca Paschoal, onde o fluxo intenso exige atenção redobrada.
O aumento da fiscalização é uma resposta imediata, mas o problema vai além. Especialistas apontam que a solução passa também por educação no trânsito, conscientização dos condutores e respeito às normas básicas de circulação. Sem isso, os avanços em outras áreas da segurança podem acabar ofuscados por tragédias evitáveis no asfalto.
Catalão vive hoje um contraste: enquanto se consolida como uma das cidades mais seguras de Goiás no combate ao crime, precisa enfrentar com urgência a violência silenciosa — e muitas vezes fatal — que acontece todos os dias no trânsito.
Trânsito é o maior desafio de segurança em Catalão
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