O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a lançar farpas contra o Brasil durante a reunião do G7, na França. Ao comentar um encontro com o presidente Lula, classificou o país como “politicamente complicado” e “perigoso do ponto de vista político”.
Até aí, nada de novo. Trump tem o hábito de transformar entrevistas em espetáculos improvisados. O problema é que, no meio das críticas, misturou personagens e fatos.
Ao falar da política brasileira, afirmou que “Bolsonaro Jr.” teria sido preso por declarações feitas no Texas. Na verdade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF, mas não foi preso. Além disso, quem aparece como pré-candidato à Presidência da República é o senador Flávio Bolsonaro, que não responde ao processo citado pelo presidente americano.
As declarações mostram que Trump continua acompanhando o cenário brasileiro, mas também revelam desconhecimento sobre detalhes importantes da política nacional. Entre exageros, confusões e provocações, sobrou espaço para mais uma polêmica diplomática.
Lula reagiu com ironia. Disse que, no próximo encontro, pretende mostrar a Trump uma urna eletrônica brasileira para explicar como funciona o sistema eleitoral do país.
Trump produz lérias com frequência. Mas, quando as críticas partem do ocupante da Casa Branca, mesmo as frases mais confusas costumam carregar recados políticos que não devem ser ignorados.
Trump critica o Brasil, mas tropeça nos fatos
Donald Trump dá entrevista à imprensa durante a cúpula do G7 na França. — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein