Os Estados Unidos, sob a gestão Donald Trump, intensificaram as críticas ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix, conforme relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) em 31 de março passado. Esta ação reacende a investigação iniciada em julho de 2025, tratando o Pix como um “entrave” comercial que desfavorece empresas americanas e beneficia o Banco Central do Brasil.
O USTR alega que a estrutura do Pix, desenvolvida e operada pelo Banco Central brasileiro, cria barreiras concorrenciais para fornecedores privados de pagamento eletrônico dos EUA.
O documento também alfineta políticas regulatórias brasileiras sobre plataformas digitais, na mesma investigação que mira o Pix.
Especialistas indicam que as críticas podem ser usadas como barganha em relações comerciais bilaterais, com possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros, em uma estratégia de pressão do governo Trump.
Empresas americanas de pagamento (como Visa e Mastercard) teriam expressado preocupação com a vantagem competitiva do sistema público brasileiro, que é altamente incentivado, tornando o mercado menos competitivo para as empresas privadas.
Trump reativa o “Pixirã” e ameaça com tarifas
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