Eduardo Bolsonaro e o filme, de produtor a protagonista

A nova revelação envolvendo o filme “Dark Horse” aumentou a turbulência em torno da família Bolsonaro. Documentos e diálogos obtidos pelo Intercept Brasil apontam que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro atuou diretamente como produtor-executivo da obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, com atribuições ligadas à gestão financeira e à captação de recursos.
O material contradiz declarações recentes feitas por Eduardo nas redes sociais, nas quais afirmou ter apenas cedido os direitos de imagem para a produção. O contrato, assinado digitalmente em janeiro de 2024, cita ainda o deputado Mario Frias como integrante da produção-executiva do projeto.
Segundo o documento, os produtores teriam participação em decisões estratégicas relacionadas ao financiamento do longa, incluindo busca de investidores, patrocínios, incentivos fiscais e captação de recursos. O caso amplia o desgaste político do clã Bolsonaro justamente num momento em que o PL tenta reorganizar sua estratégia para 2026.
Nos bastidores de Brasília, aliados admitem preocupação com o efeito acumulativo das crises envolvendo o sobrenome Bolsonaro. A expressão “Dark Day”, usada ironicamente por críticos nas redes sociais, ganhou ainda mais força após a divulgação dos documentos.

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