São Paulo, território terceirizado?

São Paulo foi o berço dos bandeirantes que atravessaram sertões, romperam os limites do Tratado de Tordesilhas e ajudaram a ampliar o território brasileiro. Enfrentaram doenças, guerras e dificuldades imensas para construir caminhos e consolidar fronteiras. Havia ali espírito de liderança e protagonismo.
Hoje, porém, muitos paulistas se perguntam: onde foram parar os líderes paulistas?
O atual governador Tarcísio de Freitas é carioca. Entre os nomes mais fortes para o Senado aparecem Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul, e Marina Silva, do Acre. Até Eduardo Bolsonaro, fluminense, surge como possível suplente ao Senado por São Paulo.
Ninguém questiona o direito constitucional de qualquer brasileiro disputar eleições em outro estado. O debate é outro: como o estado mais rico e poderoso da Federação parece incapaz de produzir lideranças próprias?
Nos bastidores, cresce a sensação de um “São Paulo terceirizado”, representado por “paulistas postiços”. E isso incomoda justamente em um estado que sempre gostou de se enxergar como protagonista da história nacional.

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