A vitória dramática de Gana por 1 a 0 ilustra perfeitamente como o futebol pune a falta de objetividade. Apesar do placar favorável aos africanos, as estatísticas oficiais da FIFA mostram uma dinâmica de jogo surpreendente.
O Panamá foi o dono da bola. Controlou o ritmo com 63% de posse e trocou 481 passes certos. Faltou agressividade para transformar esse domínio territorial em chances claras de gol.
Gana foi a eficiência cirúrgica. Suportou a pressão, viu o goleiro Lawrence Ati Zigi fazer grandes defesas antes de sair lesionado, e mudou a postura no segundo tempo com substituições ofensivas.
Caleb Yirenkyi foi o herói da noite. O lateral-esquerdo ganês recebeu um cruzamento perfeito de Brandon Thomas-Asante para balançar as redes aos 94 minutos. Curiosamente, ele foi o mesmo jogador que levou o primeiro cartão amarelo da partida logo no início.
Historicamente, Gana carregava o peso do favoritismo por sua tradição de cinco Copas do Mundo. No entanto, o ranking da FIFA colocava o Panamá (34º) bem à frente dos ganeses (73º). Em campo, a estratégia de transição rápida de Gana prevaleceu sobre a posse burocrática panamenha. 1 a 0. Quem não faz, toma.
Gana 1 a 0. Quem não faz…
Gana desperta no segundo tempo e vence, mesmo com o domínio do Panamá (Foto: Reprodução)