O preço mais baixo ainda desperta desconfiança em parte dos consumidores: será que o medicamento genérico funciona mesmo? Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o genérico registrado deve apresentar eficácia e segurança equivalentes às do medicamento de referência. Ele contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, com a mesma via de administração e indicação terapêutica. A ideia de que seria um remédio “mais fraco”, portanto, não corresponde aos critérios exigidos para sua aprovação.
Para comprovar essa equivalência, são exigidos estudos e testes conforme as regras sanitárias aplicáveis, incluindo equivalência farmacêutica e bioequivalência. Isso não significa que todos os componentes sejam necessariamente idênticos: ingredientes auxiliares, chamados excipientes, podem variar. Pessoas com alergias ou intolerâncias devem conferir a composição na bula e esclarecer dúvidas com o farmacêutico ou o médico.
Outra dúvida envolve o preço. A regulamentação estabelece para os genéricos um preço máximo pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência correspondente. Isso, porém, não garante uma diferença de exatamente 35% no balcão: descontos e condições comerciais podem aproximar os valores. Por isso, pesquisar continua sendo importante. O menor preço regulamentado não representa autorização para reduzir a qualidade do produto.
Na farmácia, o genérico pode ser reconhecido pelo nome do princípio ativo e pela faixa amarela com sua identificação. A substituição do medicamento de referência pelo genérico correspondente deve ser orientada pelo farmacêutico, respeitando a prescrição. Também é preciso distinguir genéricos de similares, que possuem marca e regras próprias de substituição. Informação confiável ajuda o consumidor a economizar com segurança, sem abandonar o tratamento ou modificar doses por conta própria.
