O problema do Goiás não foi perder. Time de futebol perde. O problema é a forma como está perdendo.
Pela segunda vez consecutiva diante de sua torcida, o Esmeraldino sofreu uma goleada constrangedora. Depois dos 4 a 0 para o Novorizontino, veio agora o 3 a 0 diante do Operário-PR, resultado construído ainda no primeiro tempo, quando Berto, duas vezes, e Vinícius Diniz desmontaram a defesa alviverde na Serrinha.
O torcedor pode até aceitar uma derrota quando vê entrega, luta e competitividade. O que preocupa é a sensação de fragilidade. Em dois jogos em casa, sete gols sofridos e nenhum marcado. Um retrato duro para uma equipe que começou a competição sonhando com o retorno à Série A.
O Goiás parece ter perdido algo fundamental no futebol: a confiança. Quando ela desaparece, os erros se multiplicam, os espaços surgem e a arquibancada passa a jogar contra.
A Série B é um campeonato de resistência. Não vence necessariamente quem joga mais bonito, mas quem consegue atravessar as turbulências sem perder o rumo. Hoje, o Verdão parece um barco procurando o próprio leme.
A boa notícia é que ainda há tempo para reagir. A má notícia é que o campeonato não espera ninguém.
O Goiás segue com 18 pontos e vê o grupo da frente se distanciar. Mais do que vencer o Náutico na próxima rodada, será preciso reencontrar o futebol e a personalidade que desapareceram nos últimos jogos, porque derrotas acontecem… mas, quando elas começam a virar rotina, deixam de ser acidente e passam a ser diagnóstico.