O Irã exibiu nesta terça-feira (3), na Praça Enghelab, em Teerã, um gigantesco outdoor com uma ameaça direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Vamos matar Trump”. O painel mostra o presidente americano atrás das grades. Outras imagens apresentam Trump, seu vice JD Vance, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o enviado especial Steve Witkoff com rostos ensanguentados e roupas rasgadas.
A manifestação reuniu dezenas de iranianos com bandeiras vermelhas e cartazes anunciando que haveria sangue. Os participantes exigiam vingança pela morte do líder supremo Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro, durante ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, que desencadearam a guerra no Oriente Médio.
A nova ameaça ocorre após forças americanas atacarem instalações militares na ilha iraniana de Qeshm, no estratégico Estreito de Ormuz. Trump confirmou a ofensiva contra uma instalação antiaérea, classificando-a como um ataque de pequenas proporções. O episódio acontece justamente quando os dois países ensaiam uma aproximação diplomática para evitar uma escalada da guerra.
A combinação de bombardeios, ameaças de morte e manifestações de vingança amplia o risco de agravamento do conflito. Apesar dos esforços de negociação, a hostilidade entre Washington e Teerã mantém o Oriente Médio sob tensão, com consequências que ultrapassam suas fronteiras e atingem a economia e a segurança internacionais.