O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), passou à ofensiva após ser alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga desdobramentos relacionados ao Banco Master. Em entrevista, o parlamentar negou qualquer irregularidade e afirmou jamais ter recebido dinheiro da instituição ou de pessoas ligadas ao caso.
O principal ponto de questionamento envolve a apreensão de cerca de R$480 mil em dólares e euros encontrados em endereços vinculados ao senador. Wagner sustenta que os valores têm origem legal, fruto de diárias recebidas em viagens oficiais e de moeda estrangeira adquirida para deslocamentos internacionais ao longo dos últimos anos.
A repercussão política foi imediata. O presidente Lula telefonou ao senador e recomendou que ele esclareça todos os fatos e responda às acusações sem deixar dúvidas em aberto. Nos bastidores, Wagner também sinalizou disposição para prestar esclarecimentos à Polícia Federal.
Embora o senador afirme que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro seja “praticamente zero”, a operação elevou a pressão sobre o Palácio do Planalto. A expectativa agora é saber se os esclarecimentos serão suficientes para conter o desgaste ou se o episódio terá reflexos na permanência de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado.
Por enquanto, o caso entra naquela fase em que as suspeitas estão sobre a mesa, mas as conclusões ainda dependem das investigações. Politicamente, porém, o dano costuma chegar antes da sentença.
