Uma ação judicial apresentada no Distrito Federal pede a suspensão de um contrato de R$42 milhões firmado entre o BRB e o Flamengo. A autora, Célia Romeiro de Sousa, argumenta que o acordo não se justifica diante do momento financeiro delicado enfrentado pelo banco público.
Segundo a petição, o BRB atravessa uma fase crítica após a operação envolvendo carteiras do Banco Master, que está sob investigação e decisões judiciais por indícios de fraude. Reportagens recentes apontam que a instituição teria adquirido mais de R$ 12 bilhões em ativos ligados ao banco investigado.
Para a autora da ação, manter um contrato de alto valor em meio a esse cenário representa risco à saúde financeira da instituição e aos interesses públicos. O pedido reforça a necessidade de revisão de gastos considerados não essenciais enquanto persistirem dúvidas sobre os impactos da operação.
O caso deve abrir novo debate sobre a gestão do banco e o uso de recursos em contratos de marketing, especialmente em um momento de questionamentos sobre sua solidez financeira.
Anúncio confirmado: R$42 milhões
O BRB renovou o patrocínio com o Flamengo até março de 2027, aumentando o valor para cerca de R$42 milhões anuais, mas alterou a exposição da marca. A camisa não estampará mais apenas “BRB”, mas sim “Nação BRB Fla”, a fintech conjunta do banco com o clube, ocupando espaço no ombro (omoplata). A mudança para “Nação BRB Fla” visa dar visibilidade ao produto digital compartilhado e reduzir a exposição direta do clube à marca do banco estatal, que enfrenta crises de credibilidade. O acordo foi renovado por aproximadamente R$ 42,6 milhões. O BRB foi patrocinador master anteriormente, mas diminuiu sua exposição na camisa após questionamentos. A parceria é alvo de questionamentos no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e, agora, também, na Justiça comum
O uniforme do Flamengo, considerado o mais valioso do Brasil, conta com outros patrocinadores como Betano (master), Adidas, Hapvida, Shopee, entre outros, totalizando receitas expressivas.
