A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) aprovou nesta sexta-feira (29) um relatório que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar em 1976. A decisão foi aprovada por seis votos favoráveis e uma abstenção, contestando a versão oficial de que JK morreu em um acidente automobilístico na Via Dutra.
Segundo a comissão, foram identificadas 37 irregularidades e indícios de fraude na investigação realizada à época. O relatório aponta manipulação de provas e testemunhas, inconsistências nos laudos periciais, destruição de evidências e atuação de militares que assumiram o controle do local pouco depois da colisão.
A relatora Maria Cecília Adão afirmou que há elementos que sustentam a hipótese de atentado político. Entre eles estão depoimentos de testemunhas, divergências nos horários registrados para a morte, ausência de exame toxicológico e suspeitas de adulteração do veículo em que viajavam JK e seu motorista.
Com a aprovação do relatório, a comissão pretende solicitar a retificação da certidão de óbito do ex-presidente. A conclusão reacende um dos episódios mais controversos da história brasileira e reforça o debate sobre crimes políticos e violações de direitos humanos ocorridos durante o regime militar.
Relatório final: a ditadura matou JK
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