Equatorial testa paciência da Prefeitura de Catalão

por Canal Cat

A reincidência da Equatorial Goiás no abandono de resíduos de poda em vias públicas abriu uma nova frente de desgaste em Catalão. O problema, que já havia provocado reclamações após serviços realizados na Avenida Max Margon, voltou a se repetir, reacendendo a irritação da administração municipal e de moradores afetados pelos transtornos.
O episódio expõe uma situação delicada para qualquer prefeitura: mesmo quando o serviço é executado por uma concessionária, é o poder público municipal quem acaba recebendo a cobrança direta da população. Galhos espalhados pelas ruas, calçadas obstruídas e sinais encobertos rapidamente se transformam em sensação de abandono urbano, algo que nenhuma gestão deseja carregar.
Desta vez, o discurso do prefeito Velomar Rios indica mudança de postura. Após tentativas de entendimento e notificações anteriores, a Prefeitura decidiu endurecer o tom, anunciando autuações e possíveis multas contra a concessionária. Nos bastidores, a avaliação é de que a repetição dos problemas passou a ser interpretada como descaso operacional da empresa com a cidade.
O caso também revela um debate maior, presente em várias cidades brasileiras: o desafio dos municípios diante das concessionárias de serviços públicos. Quando há falhas, o desgaste político costuma cair primeiro sobre o prefeito, mesmo quando a responsabilidade contratual pertence à empresa. E é justamente para evitar que essa conta continue chegando ao cidadão que a Prefeitura decidiu subir o tom contra a Equatorial.

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