O reaparecimento de doenças que já estavam sob controle no Brasil, como sarampo, poliomielite e até a febre amarela em alguns ciclos, não é coincidência. É consequência direta de um fenômeno silencioso, mas perigoso: a queda na cobertura vacinal.
Durante décadas, o país foi referência mundial em imunização. Campanhas massivas, confiança na ciência e um sistema público robusto fizeram com que doenças graves praticamente desaparecessem do cotidiano. Mas esse cenário começou a mudar.
A desinformação, o medo injustificado de vacinas, o relaxamento após anos sem surtos e até os impactos da pandemia de Covid-19 contribuíram para um enfraquecimento da cultura de prevenção. O resultado está aí: doenças antigas voltando a circular.
O sarampo é um exemplo claro. Altamente contagioso, ele se espalha com facilidade e pode levar a complicações graves, como pneumonia, encefalite e até a morte, especialmente em crianças pequenas e pessoas não imunizadas. Não se trata de uma doença leve ou “do passado”. É um risco real.
Em Catalão, o alerta já foi dado pelas autoridades de saúde. A orientação é clara: é preciso retomar a responsabilidade coletiva com a vacinação. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), no Centro Integrado de Pediatria e na sala de vacinação da Avenida 20 de Agosto, ao lado do SAMU.
O calendário também é objetivo: crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses; pessoas de 1 a 29 anos: devem comprovar duas doses; e adultos de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose registrada.
Sarampo preocupa e reacende alerta para queda na vacinação
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