Uma reportagem publicada neste sábado (31) pela revista Veja, assinada pelo jornalista Robson Bonin, revela novos detalhes da saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Segundo a publicação, após ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, na segunda-feira (26), o senador reuniu-se com advogados e aliados em Brasília, garantiu que cumpriria a determinação judicial e chegou a marcar um encontro com um defensor para a manhã seguinte. Entretanto, desligou o celular, interrompeu os contatos e deixou o país.
A atitude surpreendeu integrantes de sua própria equipe. Conforme a Veja, aliados acreditam que Flávio já considerava deixar o Brasil caso fosse derrotado por Lula na eleição presidencial. O avanço das investigações da Polícia Federal teria aumentado seu receio de uma eventual prisão. Seus advogados, entretanto, preparavam uma estratégia de defesa perante o Supremo Tribunal Federal, acompanhada de manifestações públicas contra o que o senador considera perseguição judicial.
Flávio não entregou os passaportes no prazo determinado e desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, na quarta-feira (28), acompanhado da família. Segundo a Folha de S.Paulo, ele deixou o território brasileiro pela fronteira com a Argentina, utilizando passaporte italiano, antes de embarcar em um voo privado. A saída ocorreu apesar da determinação judicial que o proibia de deixar o país.
A decisão também provocou consequências políticas. Derrotado nas urnas e agora no exterior, Flávio deixa o bolsonarismo diante de uma indefinição sobre sua liderança no Brasil. Para a Veja, caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro tentar reorganizar o movimento. Enquanto isso, permanecem as investigações envolvendo o senador, que conserva seu direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
